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Soldados armados em grande batalha, cobriam de sangue a terra alemã
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Ali onde a morte era trunfo e vitória, raiava mais uma sangrenta manhã
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Seguiam as buscas ao grande inimigo, soldados formados por um batalhão
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E quando invadiam a velha ruina, saiu um menino com as mãos para cima
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Pedindo clemência e chamando atenção
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Senhores soldados eu peço clemencia, me poupem a vida em nome de Deus
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Eu sou uma vida que esta começando, talves salve ainda um filho dos seus
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Meus pais e parentes tambem já morreram , não há mais ninguem que me possa valer
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Eu não tenho culpa se houve esta guerra, nem que seja contra as leis de sua terra
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Pelo amor de Deus me deixem viver
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E quando os soldados já estavam na mira, ouviram a voz do senhor capitão
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Vou dar-lhe um teste uma chance de vida, somente por sorte terá salvação
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Não sabes que tenho um olho de vidro, herança que a guerra também me deixou
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Será o esquerdo ou será o direito, pois este transplante foi quase perfeito
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Em mais de dez anos ninguem reparou
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O pobre menino chorando assustado, fitando o olhar do senhor capitão
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Em meio a seu pranto falou a sorrir, nem mesmo a ciência engana o cristão
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Vou dar-lhe a resposta com toda certeza, entrego-lhe a vida se acaso eu errar
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Seu olho direito é o de verdade, que mostra um pouco de amor e piedade
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Que o olho de vidro não pode mostrar