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Luiz Marenco - Campesino Cantador

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E B7 E

                                          F#m
Campesino cantador, desfraldo um bronze rural
                   B7                        E
Com gosto de pastiçal e aromas de campo em flor
                                              F#m
Um assovio faz fiador, e se entropilha no meu verso
                    B7                        E
Comigo mesmo eu converso, a lo bruto, guitarreando
C                 B7        C      B7        E
E escuto o mundo pulsando, no coração do universo


                                            F#m
Trago dos velhos galpões, baldas e perfis humanos
                  B7                      E
E centauros americanos em de redor dos fogões
                                         F#m
Fecundando aspirações que se perderam ao léu
                   B7                       E
E ao rebentar o sovéu, me paro quieto a cismar
C              B7           C        B7           E
Pois quando empeço a pajar, eu canto olhando pro céu

Int.
                                                  F#m
Pois todo cantor campeiro, que apeia de rancho em rancho
                  B7                          E
Muito mais que esse andar ancho de gaudério e estradeiro
                                                 F#m
Carrega um vento, um pampeiro no mais fundo do tutano
                  B7                       E
E se abre o peio paisano pela redenção social
C             B7             C         B7       E
transforma o canto em missal ou num libélo pampeano


                                         F#m
Me perdoem se me miro, e me vejo chão campeiro
                     B7                         E
Pois um taura guitarreiro, se torce mas não dá giro
                                            F#m
Esse é o arame que estiro no lombo do descampado
                       B7                       E
Sou um taita meio abugrado, cantador de alma andeja
C              B7          C          B7        E
Que tem o céu por igreja e a pampa de altar sagrado

Int.
                                           F#m
Por aqui paro a guitarra, que soluça em mi maior
                    B7                     E
E limpo a gota de suor, que no bigode se agarra
                                               F#m
Lá longe meu pingo esbarra e relincha, que maravilha
                        B7                             E
Pois sabe que quem o encilha, carrega um pampeiro, um vento
C                    B7     C          B7        E
Que esporeia o pensamento, da paleta até a virilha

Int. 
Enviado por: Usuário Anônimo



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